segunda-feira, 2 de junho de 2008

Silêncio Nu




Vou além do caminho antes feito
de encontro a nascente do sábio rio
Vejo pedras e mais pedras, todas arredondaddas
Mesmo estas, ditas tão duras, estão adaptadas
Pela trajetória, moldadas.

Abençoada água, alma do mundo
exemplo de como devemos ser,
translúcidos, adaptáveis,
aceitar obstáculos e passa-los,
maleáveis.

O transe se aprofunda
o caminho, não penso em fazê-lo,
faço,
Os sons das árvores e das águas são mantras
ouço
sigo

E então, parei,
creio que encontrei,
mais um templo
Nele me detenho, sento e deito sobre as pedras
Nado em estupor, olho tudo com louvor,
Louvor!

Depois de uma longa conversa, com o nada, retorno
enxergo: cada cena decorrente é meu templo.
A simplicidade de tudo ver e nada enxergar;
Tudo entender, sem nada me envolver

Um comentário:

Gabriel Linhares disse...

Conscientes no monento.