sexta-feira, 28 de maio de 2010

terça-feira, 23 de junho de 2009

Jaula



Angústia toma conta sem avisar,

a vontade que dá é de fugir sem nada dizer,

pois o que realmente é importante não se precisa falar.



Quero de volta o verde extenso abaixo,

o azul infinito acima,

e o interior limpo,

negro na noite

e branco no dia...

séquito.



Preciso ouvir o barulho da grama crescer mais uma vez

fazer da sesta algo sagrado

viver com os mais sábios lado a lado

entender o dia, o ano e o mês



Para seus braços breve retoranarei,

liberdade tão bela,

és a única que incessantemente amarei.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sentamos juntos a primeira vez na grama do quintal,
o sol nos atraiu para o mesmo lugar.
A manhã fria brilhava mais do que nossos olhos podiam suportar.
Mantivemo-os cerrados mas na pele sentia, seus pêlos, o sol e a grama.
Instigava-me incessantemente, passando para lá e para cá.
Tirei a camisa, não para provocar, e começei a ler,
fingi não te ver.
Pouco adiantou,
seus bigodes roçavam minhas costas.
Quando parei de ler e resolvi te afagar você se deliciou...
Depois de satisfazer-se me mordeu e me arranhou.
Deitou-se à sombra e nem mais um olhar ganhei,
pelo menos até a próxima carência.